Prestes a entrar no governo, Regina Duarte já ganhou 3 troféus de TV da APCA


Regina Duarte ao lado de Lima Duarte no sucesso "Roque Santeiro" (1985)



Regina Duarte declarou que sim. Ela aceitou assumir como titular da Secretaria Especial de Cultura, pasta vinculada ao Ministério do Turismo do governo de Jair Bolsonaro. Ela assumirá uma função que hoje tem menos espaço e verba do que em governos anteriores, porém muita repercussão e faz muito barulho na mídia, como já notara, de forma inteligente, o ex-presidente Michel Temer. Enquanto o novo posto não é tornado oficial -- ela tem antes de desfazer seu contrato com a TV Globo e resolver a questão de sua própria produtora teatral, que tem contas pendentes em relação à Lei Rouanet --, cabe relembrar os papéis mais premiados na sua carreira de atriz.
Regina Duarte, como "Malu Mulher" (1979/1980)

Ela já recebeu três vezes o prêmio de melhor atriz de televisão pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, entidade criada em 1956. Em TV, a premiação passou a ser concedida a partir de 1972. Todas as premiações a Regina Duarte foram por personagens interpretados por ela em atrações da TV Globo.

A primeira premiação aconteceu em 1979, pelo papel principal no seriado “Malu Mulher”, cuja temática da emancipação feminina nos novos tempos pós-divórcio soava um tanto moderna para a época. A direção era de Daniel Filho, com texto de Euclydes Marinho. Naquele ano, a escolha foi feita pelos críticos Evêncio Martins da Quinta, Helena Silveira, Lyba Fridman e Mário Rocha, que também elegeram em empate com Regina mais três atrizes por outras obras: Fernanda Montenegro,  Cleide Yáconis e Nicete Bruno.  Como revelação  em “Malu Mulher”, a novata Narjara Tureta também faturou seu prêmio.

Regina Duarte e Narjara Tureta em "Malu Mulher"
O seriado seguiu tão arrebatador que, no ano seguinte,  1980, novamente fez de Regina melhor atriz pela APCA, sob a escolha dos mesmos críticos (menos Evêncio Martins da Quinta) , mais Liane Alves. Desta vez, a atriz também empatou com outras damas da televisão: Tônia Carrero (por Água Viva/TV Globo) e Dercy Gonçalves (por Cavalo Amarelo e Dulcinéia Vai à Guerra/TV Bandeirantes).


Regina Duarte entre Lima Duarte e José Wilker
 em "Roque Santeiro"
Em 1985, Regina Duarte brilharia sozinha como melhor atriz do ano em TV, pela sua inesquecível viúva Porcina, em “Roque Santeiro”.  O folhetim de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, que se tornou a novela de maior audiência da TV brasileira de todos os tempos, levou também os prêmio de novela, ator (para Lima Duarte) e revelação feminina para a atriz Claudia Raia. Os votos foram dos críticos: Antônio Sérgio Paschoal, Ivan Gonçalves e Mauro Ramos.

Embora tenha feito outros papeis importantes ao longo dos anos 80 (como “Vale Tudo”,  1988/1989, de Gilberto Braga), e dos 90 (como  “Por Amor”, de Manoel Carlos, de 1997/1998), nos anos 2000 suas ótimas interpretações não ganharam destaque especial. E lá se vão quase 35 anos sem nenhuma nova estatueta na área. A atriz, agora aos 72 anos, estará nos holofotes pelo papel a exercer na política cultural do governo.

Postar um comentário

0 Comentários