Axl Rose: Ronaldo Fenômeno do Hard Rock



Ser fã é aceitar o craque qualquer que seja o seu estado atual. Por isso, nós, fãs do Guns N'Roses, lotamos o Parque Antártica na madrugada do último sábado pra domingo. William Axl Rose demorou mais de 3 horas pra entrar além do previsto, e fez um show espetacular para quem o amou um dia. Sim, a banda que reuniu é das mais competentes. Três guitarristas performáticos, um baterista estilo cool, um tecladista, um baixista isento e um operador de sintetizador. Essa era sua banda, que tocou com perfeição todos os sucessos do Guns, além da maioria das faixas do álbum mais recente, Chinese Democracy. Axl entrou de forma estupenda com a própria faixa-título de Chinese Democracy - mas o choque de adrenalina durou menos de um minuto. Um idiota da plateia quase estragou tudo ao atirar sua raiva no ídolo atrasado, em forma de copo d´água."Stop", bradou o vocalista, irado e com razão. Mas esta foi a deixa para ele ameaçar ir embora com sua trupe, relembrando um fato desagradável que ocorrera na semana em Sampa, quando seus garotos por pouco não apanharam numa balada, na qual a banda fora confirmada para um pocket show que não aconteceu por causa de... adivinha quem? Pois é, Axl não deu o ar da graça na boate Disco e 150 pagantes bem endinheirados ficaram muito nervosos com o furo. Mas vamos ao show. Pirotécncio, com palco decente, som alto, telões de LED. Vieram todas as melhores do Guns: Welcome to The Jungle, You Could Be Mine, Patience, Live and Let Die, Sweet Child o´Mine, Bromnstone, Bitter. Axl no teclado brincou de Pink Floyd e a seguir, romântico, dedilhou ao piano a doce November Rain. Show de fogos, explosões no palco como pede o bom e velho hard rock! Músicos com figuros poser! E o que dizer do próprio Axl? Correndo muito, ofegante, esticou ao máximo o vozeirão já meio em desafino o quanto pôde - num microfone alto o suficiente para ajudá-lo na tarefa. Mas ele estava rouco, de vez em quando disfarçava e tossia - sim, eu estava muito próximo do palco para ver estes detalhes. Como pude ver também o seu rosto modificado pelo inchaço, seu cabelo já rareado sempre sob o disfarce de chapeús. E que cavanhaque horrível ele moldou, para transfigurar mais ainda o seu rosto já tão diferente do vocalista gatíssimo que vi em outros quatro shows no Brasil, três deles nos anos 90 e o último no Rio de Janeiro em 2001 - na ocasião, ele estava mais emocionado, choroso, e portanto fez um show menos raivoso e também menos pulsante! Agora, Axl voltou a ser o invocado de sempre. Manda o público se f... e manda o público xingá-lo de volta! A galera vibra! As arquibancadas lotadas do Palestra pularam com o ídolo, que já não pode pular muito de tanto que sua. Paradise City foi o bis em mais de duas horas e meia de show, finalizado com chuva de rosas! Rosas que toda hora alguém da platéia jogava para o palco. Sebastian Bach (veja no vídeo) - que já pode ser chamado de Tião no Brasil - o ex-Skid Row, fez um aquecimento de mais de hora e meia de show, onde se mostrou em melhor forma do que Axl e, principalmente, que está com a bela cabeleira loira em dia! Axl já não tem mais o charme de antigamente, quando levava a meninada à loucura trajando bermudas coladas, coturnos e faixa na cabeça. Até sua dancinha característica não é mais a mesma. Claro, o tempo passou muito rápido pra ele, que levou os últimos 17 anos no excessos, na falta de cuidado consigo mesmo. O tempo é cruel com todos nós - também não somos mais os mesmos de tantos anos atrás -, mas a fama também cobra seu preço com o passar dos anos. Tenho saudades do Axl de lá atrás. Tenho saudades de mim mesma lá atrás. Mas felizmente as verdadeiras paixões não envelhecem. Axl Rose & Guns forever!!!!!

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