Enfim, acabei o "Leite Derramado"


Custou, mas terminei este "Leite Derramado"do Chico Buarque. Com certeza, nada de melhor entre o que ele já escreveu - nunca imaginei que algum dia e de alguma forma concordaria com alguma opinião do Diogo Mainardi da Veja. Mas que fique claro: não pelos mesmos motivos.
Na obra, o escritor repete o compositor - e muito. Vejo em trechos das memórias confusas do personagem-narrador pistas e indícios da extensa e memorável obra musical do artista. Há inúmeras passagens de suas músicas ao longo da obra, de forma implícita. Não me resta senão pensar que nem mesmo os gênios escapam da tentação de se plagiar!
Chico já deu o melhor de si na suas canções, nunca prejudicadas nem mesmo pela deliciosa desafinação de sua voz! Já versou as dores e alegrias do amor, da vida, da felicidade e da tristeza. Fez poesia da construção, da banda, das mulheres, do ciúme, da política, fé e da própria vida . Não precisava ele escrever uma história rejuntando tudo isso, em cacos. É de longe meu compositor brasileiro preferido. Mas, meu Deus, como sofri para ler este seu livro!!!!

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1 Comentários

J.G.N. disse…
Hahaha, que medo desse livro. Minha mãe estava ansiosíssima para lê-lo e também ficou decepcionada. Sorte que ainda tenho umas 200 páginas de "Tieta do Agreste" pela frente.